O que os membros da realeza perdem com o divórcio?
A princesa Margaret foi o primeiro membro da realeza a se divorciar, após 18 anos de casamento, em 1978
O divórcio ainda pode ser um tabu para os membros da realeza, mas antes de conseguirem licença para que isso aconteça, a coroa sempre busca ter certeza de que o casal não tem espaço para uma possível reconciliação. Com isso, o casal real passa por uma "separação experimental" que pode durar alguns anos, até que decidam por fim assinar o divórcio - com a autorização da coroa, claro.
Como consequência do divórcio, principalmente os mais polêmicos, o status social dos divorciados pode diminuir consideravelmente. Além disso, é possível que os membros sejam excluídos de diversos eventos reais importantes.
Polêmica, a princesa Margaret, irmã da rainha Elizabeth II, foi o primeiro membro sênior da família real a se divorciar desde 1901. Isso aconteceu por conta dos casos extraconjugais do então casal durante o 18 anos de casamento e isso lhe custou caro. Isso porque, por ser um membro do alto escalão, a princesa quase foi excluída da "lista civil", ou seja, da lista de pessoas que recebem dinheiro do governo.
Os membros da realeza podem perder seus títulos em caso de divórcio, tudo depende do que a coroa decidir. Inclusive, o Príncipe Charles insistiu para que a Rainha Elizabeth II retirasse o títuclo de sua alteza real da Princesa Diana, apesar da monarca querer que ela o mantivesse.
Para se casarem novamente, os membros da realeza enfrentam inúmeras burocrácias. Quando o Príncipe Charles decidiu casar com Camilla, em 2005, ele teve que seguir diversas regras e regulamentos, inclusive de garantir ao público de que ela nunca seria rainha, em respeito à Diana.
O homem ou mulher que se separar de um membro da família real, precisa manter a discrição em relação à sua vida pessoal. Além disso, é proibido compartilhar as informações mais confidenciais sobre a família real britânica, principalmente à imprensa.