Salma Hayek expõe caso pessoal de abuso por Harvey Weinstein; leia!
Desde outubro, Harvey Weistein, famoso produtor da Miramax e da The Weinsten Company, está lidando com os processos de mais de 30 anos de abuso sistemático e criminoso contra atrizes e funcionárias de sua empresa.
Entre os nomes das vítimas? Cara Delevingne, Lupa Nyongo, Gwyneth Paltrow, Angelina Jolie e Ashley Judd. A última artista a vir a tona é a atriz mexicana Salma Hayek.
Em artigo ao New York Times, explicita sua relação de humilhação e violência praticada por Weinstein. Leia alguns trechos:
“Harvey Weistein foi um cinéfilo apaixonado, um tomador de risco, um mecenas do talento no cinema, um pai carinhoso e um monstro. Durante anos, foi meu monstro.”
O relato de Salma se concentra na produção do filme "Frida", projeto pessoal da atriz, realizado em 2002.
“Não abrir a porta para ele a qualquer hora da noite, hotel após hotel, locação após locação, incluindo um set onde eu estava fazendo um filme do qual ele nem sequer participava. Não deixá-lo me ver tomando banho. Não deixá-lo me fazer massagem. Não deixar uma amiga nua dele me fazer massagem. Não deixá-lo me fazer sexo oral. Não me despir com outra mulher.”
E ele a ameaçou diversas vezes. “Vou te matar. Não pense que não sou capaz.”
"Sabendo o que eu sabia, eu fico pensando se não foi minha amizade com eles - Quentin Tarantino e George Clooney - que me salvou de ser estuprada. "Nos olhos dele, eu não era uma artista. Eu sequer era uma pessoa. Eu era uma coisa: não um ninguém, era um corpo", contou a atriz.